quarta-feira, outubro 03, 2012

Not an Easyway =P

Só para registar que o gang se ajuntou (28/7/2012) para ir ver o espectacular LaudamusVita dos Easyway, no CCLagos. Óbvio que a noite acabou a comer bolos no Hélder de Odeaxere(outro foram ao McDonalds, no carro do Dvd!), e com o "Lamb Karahi" na boca das pessoas! Vá, de algumas pessoas... Aahhhhh e também fomos ao "Jefe Construções Ltd.", onde alguém -não do gang- se ganou com um Shoarma.
Com isto demonstra que toda a gente está viva e de boa saúde =D

terça-feira, agosto 28, 2012

Criar e visualizar JNX no Basecamp

Apesar de ser um utilizador CompeGPS, a verdade é que me habituei ao Basecamp tornando-me um utilizador regular. Prefiro este para gerir e mesmo criar tracks, deixando o CompeGPS para analise posterior. Um dos problemas do Basecamp seria apenas se poder visualizar os bons mapas Garmin, isto antes de aparecer o formato JNX. Visualizar estes ficheiros no Basecamp é bastante fácil, no entanto ajustar as visualizações pode já ser outra historia. Para testar a coisa, podem pegar num qualquer jnx (Por exemplo os GoogleEarth do Topolusitania). Precisam duma pen (FAT32), para simular um gps, onde vão criar duas pastas - Uma "Garmin" e dentro dessa uma "BirdsEye" -ficando com uma simples estrutura de pastas "pen:\Garmin\BirdsEye\ ". Dentro desta pasta metem os ficheiros jnx. Basta abrir o Basecamp, ele vai reconhecer a pen e podem visualizar e importar os ficheiros para a colecção do Basecamp.
O processo em sim é simples, no entanto quando existam vários níveis, a mudança de nível consoante a escala de zoom pode não ser a mais correcta, necessitando isto de ser ajustado. Para tal, usa-se o JNXCustomizer, onde vamos definir as escalas de zoom correctas. O Basecamp não interpreta as escalas de zoom da mesma maneira que um gps, por isso existe uma variação na escala de zoom que se escolhe e onde ela actua (em que nível de zoom no Basecamp faz a mudança de nível). Não posso confirmar ao que acontece no gps, mas posso garantir que é assim no Basecamp.
Para demonstrar o funcionamento, fiz um pequeno video. Para começar usei o belo MOBAC1.9b2 - aquele que ainda permite sacar algo do VE, (na minha zona tem melhor cobertura que o GE) e saquei uma zona de teste em formato OSMTracker tile storage, com 5 níveis de zoom (15 a 19). Depois no jpg do canto superior esquerdo numerei o nível de zoom, de 15 a 19, para perceber onde faz a mudança de nível. Compilei em mobat2jnx, utilizando o parâmetro -jpeg5, que me dá a qualidade máxima (varia entre 1-menos qualidade e 5-qualidade máxima). Criado o jnx, basta meter na pen e deixar carregar no Basecamp. Aqui já se pode visualizar que alguns níveis desapareceram, embora estejam no jnx (abram no QLandkarte, que eles estarão lá, o Basecamp não os interpreta bem). A solução consiste em abrir o JNXCustomizer e definir novos valores para os níveis de zoom. Estes vão depender de quantos níveis de zoom têm (O máximo são 5, o mobat2jnx não processa mais!) e da escala destes níveis. No vídeo utilizei 5, de 15 a 19, mas podia ter utilizado 2 (13 e 18,p.ex.). Ou podem experimentar a utilizar as cartas militares jnx, da Topolusitania ou daqui deste blog, que tem apenas 1 nível, o 15! Após bastantes testes e ensaios, achei (para 5 níveis, do 15 a 19), que os melhores valores eram:


Nível de Zoom MOBAC
Configuração JNXCustomizer
Visualização Basecamp
15 1,2 Km 1 - 2 Km
16 500 metros 700 m
17 300 metros 200 m - 500 m
18 200 metros 100 m - 150 m
19 120 metros < 70m

Mais uma vez, para diferentes ficheiros, diferentes valores. Exprimentem. A versão do jnx, não influencia este processo, e a DrawOrder, define uma prioridade dentro da mesma escala de zoom. A não ser que usem vários mapas na mesma zona, não precisam de mexer nestes valores. Salvem o ficheiro (pode ser o que já tinham na pen!). Não iniciem o Basecamp.
Cada vez que colocam uma pen com ficheiros jnx, o basecamp vai lê-los e guarda-los numa pasta oculta. No entanto guarda apenas a primeira versão encontrada do ficheiro. Quando ligam a pen, após fazer alterações nas escalas de zoom, ele vai buscar o ficheiro que tem em cache, mostrando-vos o ficheiro errado sem as alterações que fizeram. Têm então de pagar este ficheiro da cache, o qual se encontra em "C:\Users\\AppData\Local\Garmin\BaseCamp\DeviceJnxOverlays" (@Windows 7). Verifiquem pela data mais recente e o tamanho, se corresponde ao vosso jnx e apaguem-no. Depois liguem o Basecamp, com a pen ligada, e deverão ter o jnx com escalas de zoom corrigidas ;)
Eu faço muitas vezes cruzamento de dados entre vários mapas, seja para planear caminhadas ou passeios de btt. Utilizo informações de cartas militares, mapas garmin e ortofotos. Poder ter todos estes dados no mesmo software, bastando um clique para mudar, torna-se pratico e rápido. Se conseguia ter ortofotos e cartas no CompeGPS, já os mapas garmin não tinha. Assim desta forma, quando preciso de planear algo em detalhe numa zona, utilizo este método que me garante boa definição, como podem ver a diferença no final do vídeo.

Atenção que utilizações de níveis de zoom 18 e 19 no MOBAC (ou qualquer outro programa que guarde tiles) ocupam muito espaço, não criem coisas enormes com estas escalas, ou podem ter problemas depois ;)


segunda-feira, maio 07, 2012

Mapas Garmin no Navitel para Android

(Nunca mais escrevi nada aqui, pois o OruxMaps está a preparar o suporte à leitura de IMG's, sendo que nesse caso não é necessario utilizar o Navitel. Seja como for, o método aqui descrito funciona ;))

Uma das opções para se visualizar mapas custom Garmin em dispositivos Android é o software Navitel. E digo mapas custom, pois mapas originais NT(ou custom's que utilizem o formato NT) não são possíveis de reverter. Assim para demonstrar a coisa, vou utilizar um segmento do TopoLusitania.
Então para o processo precisam do seguinte software:
-Navitel para Android (utilizei a versão 5.1.0.47)
-GPSMapEdit (v1.1.73.2)
-Ficheiro *.img (usei a 35100011.img do TopoLusitania)
-WinRar

É necessário converter img em nm2, sendo este ultimo o formato lido pelo Navitel. Para isso usamos o GPSMapEdit. Abrimos o programa, vamos a Arquivo>>Abrir e seleccionamos o img que queremos converter. Assim que ele abrir, vamos a Arquivo>>Exportar>>Navitel 3.2.6 nm2, escolhemos a pasta de destino, é feita a conversão e temos o mapa pronto a utilizar no Navitel.
Depois de instalado o Navitel no equipamento, basta colocar esse ficheiro nm2 na pasta NavitelContent\Maps\ e correr o programa e está, terão algo como o que está na imagem à direita. A nível de aparência e legibilidade está bastante agradável.




No entanto, para mapas topográficos, existirá um problema de raiz: as curvas de nível não vêm visíveis, sendo que terão apenas visível a numeração das linhas como na seguinte imagem:






E aqui entra o filme do processo (pelo menos na versão 5.1.0.47). A Navitel utiliza uns skins que alteram as cores dos diferentes tipos de linhas/pontos vectoriais, estilo Typ da Garmin mas muito mais complicado de se trabalhar. Tanto quanto pesquisei (e não foi pouco!) não há editores para estes skins, pelo que todo o trabalho tem de ser feito à mão. Uma solução para quem não queira ter trabalho passa por utilizar o skin feito pelos rapazes da TopoHispania/Elgps, para a versão Navitel 5.0.3.70, e que se encontra aqui. Neste caso terão de usar o Navitel 5.0.3.70, pois o 5.1.0.47 não irá reconhecer esse skin (Não testei este método, nem sei como é este skin).

No meu caso optei por modificar o skin, o que é uma operação manhosa. De origem o programa trás um skin (as imagens acima usam esse skin) chamado Navitel.ns2 no qual eu decidi não mexer pois podia causar o bloqueio do programa (algo que aconteceu bastantes vezes com skins alterados!). Passei na pagina da Navitel onde saquei a skin Glass, sobre a qual iria trabalhar. O formato ns2 consiste num ficheiro zip sem compressão, onde estão várias pastas e ficheiros com as definições visuais. No entanto, descomprimir o ficheiro, editar e voltar a comprimir, faz que altere alguma coisa na estrutura do ficheiro, que depois de voltar a colocar o skin na pasta do equipamento, este bloqueia a aplicação. Então arranjei um método simples de contornar a coisa. Pegando por exemplo o skin sacado da Navitel "Glass_for_Android_v5.1.0.47.rar", é necessário descomprimir este ficheiro. Ficamos depois com o "Glass_for_Android_v5.1.0.47.ns2". Vamos renomear para "Glass_for_Android_v5.1.0.47.ns2.rar", abrir no WinRar e descomprimir tudo para uma pasta. Mantemos aquele ficheiro *.ns2.rar. O que descomprimimos terá este aspecto:
Podem ver nesta estrutura que está dividida em pastas e ficheiros *.dat e *.ttf. As pastas correspondem a resoluções aproximadas, nos aparelhos Android, no formato HEIGHTxWIDTHxBIT DEPTH. Para cada resolução existem duas pastas, uma na vertical e outra na horizontal. Não consegui concluir qual das resoluções seria a certa, no entanto no meu A5 de 800*480 as alterações foram feitas nas pastas 762x442x240 e 442x762x240. Se abrirem uma destas pastas poderão ver uma serie de imagens em formato png e ficheiros day.skin e night.skin. Estes dois ficheiros são o que interessa, tudo o resto é descartável. Existem pastas que têm mais imagens, outras quase não têm imagens, e os ficheiros skin não existem em todas as pastas. Não consegui chegar a uma conclusão desta organização, mas também percebi que não é necessário entender isso, a não ser que seja para criar um skin de raiz (em russo há alguma informação). Assim vamos ao que interessa, escolhemos duma pasta os dois ficheiros day.skin e night.skin. Guardamos esses dois ficheiros noutra localização e podemos apagar toda a pasta que tínhamos descomprimido. (Em vez de descomprimir todo o skin *.ns2.rar, podemos com o winrar percorrer o conteúdo e descomprimir estes dois ficheiros logo de lá). Agora abrimos o ficheiro day.skin com o bloco de notas. Este parece um Typ, onde cada tipo de linha ou icone vectorial têm uma cor, tamanho, formato ou outro atributo definido. Assim basta editar os tipos que nos interessar.



















Ora o que nos faltava ver eram as linhas de contorno das curvas de nível. Estas estão no grupo das "polylines" e são chamadas de "minor land contour", "interm. land contour" e "major land contour", consoante sejam as linhas menos relevantes (ex de 20 em 20 metros) ou as mais relevantes (ex: de 100 em 100 metros). Assim procurem por este texto que define as curvas de nível:
"# Minor land contour
20 0 none 0 none 0 none Font5 B67824 AAFF20 false none
# Interm. land contour
21 0 none 0 none 0 none Font5 B67824 AAFF20 false none
# Major land contour
22 0 none 0 none 0 none Font5 B67824 AAFF20 false none
"

E substituam por:

"# Minor land contour
20 0 dot 1/1m B67824 0 none small B67824 AAFF20 false
# Interm. land contour
21 0 solid 1/1m B67824 0 none small B67824 AAFF20 false
# Major land contour
22 0 solid 2/2m B67824 0 none small B67824 AAFF20 false
"
Salvem o ficheiro.
Esta simples alteração, o que faz é alterar os parâmetros do tipo de polilinha 20/21/22 (Update- curiosamente ou não, respeita a mesma numeração dos Typ da Garmin-Nos typs, as polilinhas 20, 21 e 22 também são curvas de nível!), que passam a ser do tipo dot/solid, com tamanho 1/1m(ou2/2m) e cor hexadecimal B67824. No texto existente as polilinhas 20/21/22 estavam definidas como none, sendo este o motivo pelo qual não apareciam.
Curiosamente no ficheiro night.skin, estas estão definidas, pelo que quando o Navitel utilizar estas definições (à noite????) as curvas de nível deveriam ser visíveis. No entanto confirmem sff.
O texto que está a seguir ao cardinal,  não é interpretado. Assim existe ao longo do ficheiro, indicações sobre os diversos tipos de elementos vectoriais e os parâmetros editáveis. No caso das polilinhas podem encontrar o seguinte texto:
"# "Type begin"  "Type end"
# "Pen 1 style" "Pen 1 width" "Pen 1 color"
# "Pen 2 width" "Pen 2 color"
# "Label font" "Label color" "Label outline color" "Label v-center alignment"
# "Arrow color, for road types" "Scale index, optional"
#
# "Pen 1 width" is the inner width (without borders)
"

Estes são os parâmetros editaveis e a disposição deles para todas as polilinhas. Por exemplo:

"22 0 solid 2/2m B67824 0 none small B67824 AAFF20 false"
equivale a: 
22 = "Type begin"
 0 = "Type end"solid = "Pen 1 style"
2/2m = "Pen 1 width"B67824 = "Pen 1 color"...

E por aí fora. Isto é valido para todo o ficheiro. No inicio também tem indicações importantes. Fica a dica para quem se quiser debater a alterar uns skins ;)

Voltando ao que interessa, editaram e salvaram o ficheiro day.skin com as definições que queriam, agora é necessário voltar a colocá-lo no *.ns2. Para tal vão usar o Winrar e abrir o ficheiro "Glass_for_Android_v5.1.0.47.ns2.rar". Utilizando o explorador do rar vão procurar a ou as pastas com a resolução mais perto da do vosso equipamento (ou podem fazer em todas as pastas) e vão substituir o ficheiro day.skin existente nessa pasta, pelo que salvaram atrás. Entrem na pasta, façam Add File To Archive e escolham o day.skin editado. Depois (E ISTO É MUITO IMPORTANTE!!!!) na janela dos parâmetros do WinRar alterem o Compression Method para Store, confirmem que o Update Mode está em Add and Replace File e dêem OK. Se precisarem de substituir mais day.skin, de outras pastas, repitam o processo. Depois de substituidos os day.skins podem voltar a renomear o ficheiro para "Glass_for_Android_v5.1.0.47.ns2" e colocar na pasta dos skins do Navitel. Depois correm o Navitel, vão a Menu>>Definições>>Interface>>Visual>>Seleccionar Visual e escolhem o "Glass_for_Android_v5.1.0.47.ns2" e façam OK. Se tudo correu bem e foi bem feito deverão ter algo parecido a isto:

Se ao seleccionarem o skin que editaram, no menu do Navitel, este bloquear, provavelmente algo foi mal feito na parte em que usam o WinRar. Voltem a fazer tudo, tendo em atenção em nunca usar compressão, nem descomprimir e voltar a comprimir todo o ficheiro-basta apenas substituir o day.skin nas pastas necessárias.
Podem também haver skins com o problema das visualizações resolvido, pela net. No meu estudo encontrei alguns, mas não para esta versão do Navitel, por isso resolvi perceber como a coisa funcionava.
Quando mudam de skin, os icones de menus, zoom e tudo mais mudam também.

Resumindo a coisa:
Usam o GPSMapEdit para converter um *.img (que não esteja em formato NT) em *.nm2.
Editam um skin *.ns2 que funcione na vossa versão de Navitel, extraindo um ficheiro day.skin, fazendo as alterações necessárias e voltando a colocá-lo no skin *.ns2.

No futuro faço um video da coisa ;-)

Update@08/05 Tinha eu escrito que não existia um editor ns2, mas afinal existe(com algumas falhas lol). Assim já andei a estudar a maneira de trabalhar isto. Na pratica, todos os elementos vectoriais seguem a numeração comum (utilizada no GPSMapedit) como tal é possível criar uma visualização aproximada da dos aparelhos Garmin, utilizando os *.typ's e editando os elementos respectivos no skin para ficarem com as mesmas cores e tamanhos (quando possível!). Infelizmente, isto leva tempos, o programa tem bugs a salvar os ficheiros, algumas modificações bloqueiam o Navitel... Uma infinidade de chatisses. Para testar a coisa fiz três versões, uma delas que bloqueia o Navitel, mas dá para perceber o resultado:




































Do mesmo modo detectei um erro, que presumo ser na conversão para nm2. Algumas das curvas de nível perdem o zero no final, aparecendo apenas 1, 2, 15 quando devia ser 10, 20, 150 por exemplo.
Entretanto se alguém tiver interesse em utilizar o TopoLusitania com o Navitel, façam os autores saber em http://topolusitania.blogspot.pt/2012/05/como-instalar-o-topolusitania-em.html
Assim que tiver mais algumas informações logo posto por aqui.


Update@14/05  Após uma longa serie de try-and-error, penso ter arranjado maneira de resolver o problema dos textos nas curvas de nível. Mas continuo sem perceber exactamente o porquê de acontecer, visto saber que as curvas têm a informação correcta, mesmo no Navitel. Ahh e testei outra versão e acontecia exactamente o mesmo!





segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Pois é, após infindáveis séculos sem ajuntamentos, o gang reuniu-se para mais uma mega caminhada algures pelos trilhos da maravilhosa Serra de Monchique. Como sempre, abalamos pelas 9:45, rumo ao estacionamento do Heliporto, pois a partida era lá. Mas por pouco, não iamos deixar o carro noutro sitio, que com a feira dos enchidos e a tenda a ser montada lá, quase não tínhamos espaço. Descansa Pernas fechado, seguimos então rumo, com logo o primeiro desvio do trajecto a acontecer na parte inicial, nada de grave. Neste desvio procedeu-se à primeira procura do pau, sendo bem sucedida um pouco mais à frente-o que seria duma caminhada sem pau!!! Seguimos pelo vale da Ribeira de Monchique(verdadeira) onde se poderam ver e brincar com as aguas verdes regeneradoras, num momento educativo e lúdico, sem igual. Foi tambem nesta altura que se fez o resumo dos ultimos "Curiosity" do Discovery Channel. Mais à frente, na zona da Malhada Quente, um pequeno engano devido a erro do gps, que nos fez ter de voltar atrás e me alertou para nunca mais deixar o Garmin em casa. Na zona da Foz das Ribeiras, primeira travessia de ribeira do dia. Aqui construiu-se a primeira tentativa de passagem com pedras, embora eu desse uso à impermeabilidade das sapatilhas. Mais à frente nova passagem, eu utilizando o mesmo método. Do outro lado da ribeira eu e o Big, lá fizemos a boa ação e colocamos um tronquinho na agua, com um calço, para ajudar o David e o Ricardo a passar-E eles usaram mesmo o dito cujo. Aqui já se ouvia as primeiras reclamações do dia, pois já era uma da tarde e o senhor Ricardo estava cheio da fome! Óbvio que só se iria comer alguma coisa no Alferce e após a dura subida até lá acima. Antes ainda do almoço, nada como gamar umas laranjas no Povo de Baixo. Chegados ao Espelho de agua do Alferce, hora do almocinho, que para variar seriam conservas, pão e sardinhas. Um mimo. Pança cheia, siga viagem. Ao passar pela casa dos pais do André, tive a feliz ideia de lhe ligar e curiosamente ele estava por lá, mesmo na casa abaixo do espelho de agua. Com isto, lá tivemos de ir verificar a morte-porco que se executava, beber um medronho e comer uma fateia de bolo de laranja-obrigado ao mãe do André, claro! Digestivo tomado, seguimos Picota acima. Nesta altura as baterias dos telemóveis começaram a morrer, e no meu caso, o Locus dizia-me que o caminho era 500 metros de lado-bug do locus que por algum motivo não acertava na posição. Ora sem gps e com pouca bateria, toca a desligar tudo, e fazer navegação apenas com as ortofotos. Nesta altura já o senhor Big tinha sido ferrolhado por uma abelha malina, na zona do SPA. Sei também de alguém que desprezou um novelinho, mas não digo nomes... Algumas paragens para ver as vistas e as vacas, subida acima, tudo pacifico. De repente entramos numa zona de corte de eucaliptos, onde custava-se a andar mas que não impedia a progressão da malta. Aqui já seguíamos os pontinhos vermelhos, que nos indicavam para nos enfiarmos num pequeno caminho pelas rochas e eucaliptos. E assim foi até ao cimo da Picota, seguindo os "red dots" e apreciando as paisagens e os escaravelhos. No topo, pausa para lanchar, pescar, comer frutas desidratadas, ver barbeletas (desta vez o espanta barbeletas estava OFF), dialogar com alguns locais-importante saber que quem caminha até à Picota também vai à Foia, que são só mais 200 metros, dito pelos artistas que foram de carro lá acima) e ainda jogar ao "Onde está o helicoptare dos bombeires" que andava por ali devido a um incêndio que deflagrou na serra. Iniciamos então a descida, que iria sofrer algumas alterações, pois o Big tinha um novo caminho por onde tinha subido noutra vinda. Assim, alteramos o trajecto por mais uns espectaculares trilhos, onde ainda tentamos que o Ricardo caísse numas pedras, mas sem efeito. Também se jogou golf e baseball, com bolinhas das árvores-tudo projectos frustrados claro está! Óbvio que todos os caminhos vão dar ao Café Aguas, ponto de referencia em todas as caminhadas, onde se fez a paragem para o suminho e bolinho de amêndoa. Até ao estacionamento foi um saltinho, aproveitando desta feita para esconder os paus, para a próxima ronda. No final, foram 24 Km de belas paisagens num trajecto espectacular por Monchique, e grande momentos de convívio e parvoíce, coisa natural do Gang. Já se prepara o próximo trajecto... Até lá, divirtam-se =)

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Utilizar imagens de satélite em equipamentos Garmin

 Enquanto saco mais uns tiles do OCM...
 O MOBAT o que faz, muito simplesmente, é gravar imagens de servidores de mapas (tipo GoogleEarth, VisualEarth, OpenStreetMaps, Nokia\Ovi maps, etc) para utilização offline, em formatos compatíveis com softwares de pc (Ozi, CompeGPS, GoogleEarth...), softwares de smartphones (no caso de android: Orux, Locus, Maverick, OutdoorNavigation...) e equipamentos Garmin (directamente, salvando como Garmin Custom Maps,KMZ com limitações...). E é por isso que gosto dele, num só software crio mapas para tudo o que faz falta, consoante o local e a actividade que vá fazer (btt, geocaching...). Existe um bom tutorial aqui: http://att-tutoriais.blogspot.com/2011/11/mobac.html , vídeos de como criar um mapa para um aparelho Garmin http://youtu.be/lDiBnBgx-_E , ou http://youtu.be/m4exhu4EThE . Os vídeos demonstram como é simples criar um tipo de mapa, escolhendo a fonte "mapsource", os níveis de zoom e guardá-lo com o formato pretendido. Nos vídeos é possível ver a criação dum ficheiro KMZ, que serve para os equipamentos Garmin(ou para o GoogleEarth). Basta colocar esse ficheiro na pasta Garmin\CustomMaps, e passam a ter uma camada de imagem sobreposta aos mapas vectoriais da Garmin (Isto se o KMZ tiver bem configurado, com uma DrawOrder correcta-Mas isso já é outro assunto...). O problema deste método é que estes ficheiros KMZ têm limitações, nomeadamente o tamanho das "tiles" que não deve ser maior que 1024x1024 ou 1Mega, o numero de tiles por equipamento (penso que é 100, menos nos modelos Montana que são 500), a velocidade de rendering lenta e apenas permite um nível de zoom. Como tal, podemos utilizar o formato proprietário da Garmin, o "JNX". Este permite até 50000 tiles, 5 níveis de zoom e é bastante mais rápido no rendering (internamente, no ficheiro, existe uma organização multi-tiles de 256x256). Como este formato foi desenhado para ser utilizado com o serviço pago BirdsEye da Garmin, os equipamentos têm alguns mecanismos que impossibilitam de criar mapas pessoais destes, e os colocar no equipamento, a não ser que se use um firmware que retire essa limitação.
 Posto isto, surgiu-me a duvida de como criar JNX, utilizando o MOBAC, e pesquisei. Infelizmente, não tenho um equipamento Garmin para poder testar a funcionalidade dos ditos, como tal limito-me a demonstrar o processo. Há funcionalidades como as escalas, níveis de zoom e customizações, as quais não posso testar =( Assim, para a conversão, precisam do MOBAC e do MOBAT2JNX.
 1º- No MOBAC escolhem até 5 níveis de zoom e respectivas fontes de mapas (podem ser diferentes consoante o nível de zoom) e escolhem o formato do atlas como "OSMTracker tile storage". É importante ser este formato, pois com qualquer outro o processo não funcionará. Este grava os mapas em tiles de 256x256, com uma organização de pastas estilo GoogleEarth "{ZOOM}\{X}\{Y}.jpg" (Não entendem o esquema? vejam http://www.maptiler.org/google-maps-coordinates-tile-bounds-projection/ que vos demonstra a organização GE "zoom\x\y", a organização TMS "zoom\y\x" utilizada pelo TileMapService e a "quadtree" utilizada pela Microsoft/Bing ;) ). Criem o mapa e entrem na pasta onde o guardaram. Se apenas criaram com uma mapsource terão uma pasta "nome da mapsource"\"nivel de zoom-12, 15, etc"\"x"\"y.jpg". No caso de várias mapsources terão várias pastas com o respectivo nome. Nesta situação precisam de juntar todos os níveis de zoom em apenas uma pasta(ou seja, juntam os vários níveis das diferentes pastas-17, 15, 14, 12, 9 P.Ex.- apenas numa pasta). Isto tem de ser feito pois o MOBAC2JNX apenas vai processar os dados de uma pasta.
 2º-Instalem o MOBAC2JNX. Não corram o programa do menu iniciar pois este não vos vai fazer nada. Este programa não tem GUI, logo terão de utilizar uma linha de comandos para trabalhar com ele. Vão ao menu Iniciar>>Executar>>cmd para abrirem uma linha de comandos. Depois escrevam "o caminho onde está instalado o programa" "espaço" "o caminho para a pasta onde guardaram o atlas" e dêem Enter (Ex:"C:\programas\MOBAC2JNX\mobac2jnx.exe C:\mapas\"). O programa vai converter os tiles num ficheiro "jnx.jnx", na mesma pasta dos tiles. Agora é só colocar este ficheiro no gps, na pasta \Garmin\BirdsEye\ do cartão de memoria(se não exitir, simplesmente criem uma pasta com esse nome). Não coloquem estes mapas na memoria interna do equipamento, pois qualquer erro pode deixar o aparelho bloqueado.
  Infelizmente, não tenho um equipamento Garmin recente que me permita testar na pratica este método, embora saibe que funcione. O que gostaria de testar e perceber como funciona tem a ver com as atribuições de níveis de zoom nos JNX, que têm o seu funcionamento especifico, assim como modificar o nível a partir do qual se apresentam estes mapas e não os vectoriais normais(se alguém quiser brincar com isso: JNXCustomizer).
  Fica um vídeo a demonstrar o processo. Aqui criei um atlas com 2 mapsources, 5 níveis diferentes, intercalados. Depois fiz a conversão, sem utilizar nenhuma opção do MOBAC2JNX. Por fim, abri o ficheiro JNX criado no QLandkarteGT, onde se podem perceber as alterações nos 5 diferentes níveis de zoom.
 Resumindo: Mobac>OSMTracker tiles>Mobat2jnx>*.JNX




sábado, novembro 12, 2011

Mavic LightRoom, Mavic ilumina-me a vida, Mavic Lamp2011, Mavic ideias luminosas...

Ora, há coisa que me aborrece é deixar projectos pendentes...
Remonta ao ano de 2006, numa qualquer revolta cá por casa, olho para aquele rodinha Mavic Txc3.01, raios Dt Swiss (Champion i think...) e cubo sem marca. Advertência: A imagem seguinte pode ferir pessoas mais sensíveis, veja à sua responsabilidade (que é como quem diz, mêm fêa a roda!)


Este objecto vinha do ano de 2001, uma roda traseira já tubeless (para quem não sabe o UST-Universal System Tubeless, desenvolvido pela Mavic e Hutchinson, patente de 2001 US6257676/EP0893280, começou a aparecer por cá em 2000, lançada em 1999), na qual ainda fiz alguns milhares de km antes de adquirir umas Mavic Crossroc (que também me deram problemas no cubo de trás, penso que esta foi oferecida para um qualquer projecto de caridade e voltei estupidamente a comprar outras rodas Mavic em 2006, as quais ainda estão em andamento na posse do senhor André C.) devido ao problema que surgiu neste cubo de trás (linguetes partidos e cepo desgastado). A minha vida devia ser muito triste nessa altura...

Voltando a 2006, ora que posso eu fazer com uma roda de 24 raios, cubo estragado? Arranjar um cubo para aquilo! Uma breve pesquisa nas lojas da região e parece que os cubos de 24 raios se extinguiram da superfície da terra (pelo menos 24 raios para disco). Ok, salga da roda novamente e vai para um canto! 2007, volto a encontra-la e volto-me a perguntar que podia eu fazer com aquilo sem a jogar para o lixo? Óbvio que tinha alguma estimação pela roda e não me apetecia mesmo nada mandá-la fora! Cubos era complicado... Por algum motivo (talvez até pelo http://www.bikefurniture.com/) surge-me que podia transformar a roda num candeeiro para o meu quarto! Ora o mal é pensar. Começo então a olhar para aquilo e a pensar como podia esgalhar uns casquilhos e como a iria fixar ao tecto. Após meses (mais de 24...) de estudo em lojas, encontro na Ikea (se a Sonia e o Osvaldo lerem isto, lembram-se quando fomos ao Ikea de Alfragide? Já foi à uns belos anos... ahahahah) uns suportes de plástico mesmo à maneira, casquilho fino e facilmente adaptável ao aro, utilizando um parafuso de aperto. 3 coisas destas e é suficiente.



Entretanto fica esta ideia esquecida... 2008, 2009, 2010, 2011...
De regresso à ideia (Setembro 2011-a tal fase da vida em que gostava de realizar alguns daqueles projectos pendentes de long time ago-TocaNaBrejeira incluído!) volto a pegar na roda e a estudar o caso. Cubos 24 raios??? Novatec para trás, no ebay, 150 euros??? Salga, muito caro para a roda em questão (e foi, obviamente, o único que encontrei!) Dá-lhe luz. Começo então a elaborar a fixação ao tecto, que podia ser com umas correntes ou parafusos ou algo desse estilo. Naaaaa, não me agradava (fdx, mesmo esquisito!). Tão e porque não pegar na porca do eixo, lado da cassete, fixa-la ao tecto e enroscar a roda pelo eixo??? Done =D O dilema era então fixar a porca ao tecto... A porca tinha as ranhuras da chave, para criar aperto no eixo, daqui podia gerar qualquer coisa! Verifico o tecto e tinha um bloco de madeira com 9x9Cm, onde os fios eléctricos entravam pelo meio. Assim podia cortar um quadrado em chapa, fura-lo de maneira a encaixar a porca e abrir 4 furos para os parafusos fixarem à madeira do tecto e um furo grande para os fios electricos! Estava feito o suporte. Corta-se chapa, tira-se medida, marca-se a medida exacta das ranhuras, corta-se com a rebarbadora, ajusta-se com a lima, encaixa-se a porca e está feito. Um pouco de barra reparadora para encher entre a chapa e a porca e esta já não sai do sitio. Tinta branca e suporte do tecto done =)




Seguindo a ideia, colocar os suportes das lâmpadas era fácil, bastou dividir o perímetro por três, colocar no sitio e apertar. No final levaria um pouco de cola e já não saiam do sitio. O grande dilema seriam os cabos e fios, como os passar e como fazer as ligações??? Os suportes traziam cabo, que iria ser aproveitado. Supercola3 e colados à base e resolvia o problema. Ou então não. Devido à força exercida, estes iriam descolar facilmente portanto teria de arranjar mais alguma coisa para resolver a situação. Mas de inicio seriam colados, as medidas vistas e os pontos onde fazer as ligações. Uma vez que não queria ali uma molhada de fios num único ponto (era para ficar tudo metido dentro da base para não se notar as ligações) tive de gerir onde ia meter as caixas de junção. Entretanto dois bocados de fio de cobre rígido, colados por cima de dois raios, seria a solução para trazer a electricidade do lado do cubo para a base. Araldite neles, 24 horas depois estava safo.


Foi finalizar as ligações, colar o que havia a colar (fios e barras) e passar umas voltas de fita isoladora preta na base para tapar a coisa (no final não iria fica apenas a fita isoladora lol). Assim sendo seria só meter aquilo no tecto e estava... mas eis que a cabecinha dá mais umas voltas e decide que aquele espaço da cassete dava para fazer mais qualquer coisa... um gajo desmontando uma cassete e metendo ali algumas cremalheiras ficava mais preenchido e tapava a fixação e os fios! Genial. Havia uma cassete gasta por ali, daquelas que dão para desmontar em pecinhas, que bless! Saca do parafuso e vá, 9 cremalheiras que era só escolher as que queria. Como iria precisar de espaço entre o tecto e a cassete para ligar a electricidade, escolhi 5 cremalheiras, as maiores, para tapar a coisa. Estas sofreram uma limpeza exaustiva. Sendo as cremalheiras furadas, era mais uma bless para passar os fios de cobre sem ficarem visíveis! Foi só fazer um puzzle e aproveitar as furações e os espaçadores correctos =D



Tudo no sitio, verifiquei que a fita isoladora tinha tendência a descolar! Uma fita para o aro iria resolver o problema, vá de tirar os 3 suportes e passar a fita. Como estas são justas, prendia tudo no sitio e não empatava nada. Volta a montar. Limpeza final e ensaio electrico fora de sitio, tudo ok.
Faltava então colocar no local. Desmonta antigo, ensaia-se e confirma-se, era preciso desbastar a madeira para a porca entrar lá dentro e ficar ok. Berbequim e formão a trabalhar, ensaio ok. 4 Parafusos, done.


Ensaio de alinhamento horizontal: Ok logo à primeira =D Parece isto que foi feito à medida. Prende fios (que tambem tiveram um truque de estarem enrolados em espiral para não se verem) enrosca o eixo, aperta com a chave: DONE.



Liga luz, DONE!


Finalmente, ao fim de 5 anos, projecto concluído com sucesso =D Detalhe técnico, arranjar lâmpadas económicas para estes suportes foi um filme! Devido ao formato do espelho, não permitia lâmpadas económicas onde a parte que tem o circuito electrónico fosse muito grande, pois batia no espelho e não havia ligação no casquilho. Felizmente encontrei umas porreiras de 15w no Intermarché, luz branca, que encaixavam ali que era um mimo e davam uma luz suficiente. Ao fim de 5 minutos a trabalhar uma delas rebentou! Lá tenho de ir fazer uma trocazinha ahahahah


E não, não pensem que por ser uma roda isto vai rodar no tecto porque não! =P
Custo final??? Não faço ideia, mas não chegou a 40 euros.
Conclusão: para quem sempre me ouviu dizer mal da Mavic, aqui têm a resposta em como, afinal, a Mavic ilumina parte da minha vida, ilumina-me as ideias =D De resto, hajam ideias, atitudes e afins e tudo pode surgir (já estou a ver aquele velhinho stx-rc a servir de puxador de porta- mesma ideia base, calar quem sempre me ouviu dizer mal da Shibango =P )

Entretanto divirtam-se =D

sexta-feira, novembro 11, 2011

O gang foi ao autodromo! Andar de bike...


Pois é! Estamos em 2011, mas o gang ainda existe e com todos os elementos vivos e de boa saude =D
Por mero acaso ocorreu a ideia de ir ver as 4 horas de btt ao autódromo de Portimão! Assim, e como sempre, meeting na rotunda do crime logo ás 9 da manhã e siga. O Big, para variar, tinha a desculpa de ter a bike desmontada (Ok, na verdade ninguem lhe disse nada...) portanto falhou ao evento. Lá fomos pedalando devagar e metendo a conversa em dia. O senhor Javardo penso que perdeu pulmão e meio na viagem, tendo chegado algo debilitado ao local, ainda ponderando ser assistido pelo inem =P
De resto vimos os kartes, os cinclistas, a gaja de preto que lá estava, algumas aves e não me lembro de mais nada lol
O regresso foi pacifico como seria de esperar, sem contar que alguem só falava em leitão, frangos da idalina e arrozes com azeitinho e alho...
Conclusão: O Gang anda aí e promete voltar com nocturnos em Dezembro(será mesmo?????????????????????????????????????????????????????????)